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As primeiras experi�ncias art�sticas de Berardi acontecem no per�odo universit�rio. No in�cio, seus interesses parecem se distanciar do mundo dos quadrinhos, visto que naqueles anos debuta como autor e ator em teatro estudantil e se cimenta no campo da m�sica cantando e tocando guitarra numa t�pica forma��o dos anos 60, Gli Scorpioni (Os Escorpi�es). 1970| Sua estr�ia nas HQ, todavia, n�o tarda a chegar. No in�cio dos anos 70, enquanto ainda freq�enta a universidade, escreve sua primeira hist�ria com o desenhista Ivo Milazzo (que havia sido seu colega de classe no segundo grau e com o qual firmar� uma uni�o art�stica durante v�rios anos), Il Cieco, poucas p�ginas publicadas na revista Horror do editor Sansoni. Tamb�m � desse per�odo a publica��o das tiras de Il Palafita nas p�ginas de Sorry, antol�gica revista de personagens v�rios daqueles anos, que nasceu na esteira do sucesso da hist�rica Linus de Giovanni Gandini. 1970| Em seguida, colabora de forma an�nima - como era costume na �poca - com outras s�ries de quadrinhos, tanto de g�nero aventuroso quanto humor�stico. Em particular, por contatos com o est�dio BIERRECI (composto pelos conterr�neos Luciano Bottaro, Giorgio Rebuffi e Carlo Chendi) escreve roteiros para Tarzan e Gatto Silvestro da Cenisio e para Topolino da Mondadori.
1971| Depois dessas primeiras abordagens, transcorre um longo per�odo nos Estados Unidos, onde tem a ocasi�o de mostrar algumas de suas hist�rias de horror a John Romita (s�nior). Seus trabalhos s�o t�o apreciados que lhe � proposto de colaborar com a Marvel, com a condi��o de se mudar para a Am�rica. Berardi, vinte e dois anos rec�m completados, recusa e volta � p�tria, n�o sem antes ter escrito uma s�rie de artigos sobre quadrinhos para algumas revistas especializadas. 1973| Ao voltar � It�lia, diploma-se em L�ngua Estrangeira (apresentando uma tese sobre a "Sociologia do romance policial") no Magistero di Genova, e decide se dedicar completamente aos quadrinhos. 1974| Junto com Milazzo, cria Ken Parker para a Bonelli (ainda Editoriale Cepim), escrevendo o primeiro epis�dio, que, originalmente, nasce para sair dentro da antol�gica Collana Rodeo. O personagem � claramente inspirado no Jeremiah Johnson de Robert Redford em "Mais forte que a vingan�a" ("Jeremiah Johnson", 1972) de Sidney Pollack, tanto que a id�ia inicial era cham�-lo, com not�vel semelhan�a ling��stica, de Jedediah Baker, nome que depois foi julgado muito complicado. Apesar desse primeiro n�mero n�o mostrar suficientemente as caracter�sticas peculiares do estilo de Berardi, o personagem agrada tanto ao editor que ele decide lhe dedicar uma s�rie pr�pria. A s�rie debutar� nas bancas somente tr�s anos depois, em junho de 1977. 1975-76| Os projetos de Berardi para a Collana Rodeo n�o compreendem apenas os epis�dios de Ken. No mesmo per�odo, escreve duas outras hist�rias de ambienta��o western: Wyatt Doyle, desenhada por Gianni Forgiarini, e Terra maledetta, desenhada por Antonio Canale. Ser�o publicados quase ao mesmo tempo da estr�ia de Ken (respectivamente nos n�meros 131 de abril de 1978 e 121 de junho de 1977 da Collana Rodeo). 1976| Ainda em dupla com Milazzo, publica Tiki, uma miniss�rie em seis epis�dios, no Giornalino das Edizione Paoline. O personagem lhe � inspirado pela atualidade do genoc�dio dos �ndios da Amaz�nia, enquanto est� escrevendo um epis�dio de Ken sobre destino semelhante dos �ndios da Am�rica. A respeito desta s�rie, Berardi declara: "...talvez com Tiki se possa dizer aquelas coisas que n�o conseguimos dizer com Ken; eu diria que as duas s�ries s�o complementares". Talvez sejam as pr�prias caracter�sticas adultas do gibi que incomodam os redatores da edi��o semanal, que pedem um redimensionamento. Berardi e Milazzo recusam e preferem encerrar a s�rie, fazendo �s pressas os dois �ltimos epis�dios. 1977| Sai o primeiro n�mero de Ken Parker. Apesar do formato ser o mesmo de todos os outros t�tulos bonellianos, o acabamento editorial, idealizado pelos pr�prios autores, mostra-se ousado para a �poca. Edi��es autoconclusivas, logotipo em posi��o fixa e elegantes capas duplas (a imagem da primeira capa continua na quarta capa) em estilo quase impressionista. Mas diferente, sobretudo, � a abordagem dos autores � tem�tica western e � narrativa. Sobre isto, Berardi declarava, na �poca: "Ningu�m havia tentado interpretar o faroeste com a mentalidade de hoje. Procuramos adotar uma escolha bem precisa, ou seja, a tentativa de deixar a linguagem a mais clara poss�vel e de fazer textos com conte�do. Na minha vis�o, o fato de se fazer um discurso �importante' n�o obriga � escolha de uma �sede importante' como poderia ser Alterlinus [na �poca, a mais famosa das assim chamadas �revistas de autor', que publicava quadrinhos aventurosos. nda], ou revistas do tipo. A escolha que direciona Ken Parker � o fato de tornar o discurso compreens�vel � maior parte do p�blico - pode chamar de id�ia populista - mas ao mesmo tempo de contrabandear o mesmo conte�do que possa existir naquela tipo de revista que citamos. N�o � necess�rio fazer uma hist�ria incompreens�vel para dizer coisas importantes. Este � o ponto". Berardi e Milazzo se ocupam de tudo em rela��o ao personagem, limitando a interven��o de outros colaboradores. Nesta primeira s�rie (59 edi��es) Berardi � auxiliado, nos roteiros, por Alfredo Castelli e Tiziano Sclavi, autores de dois n�meros cada, e pelo ent�o estreante Maurizio Mantero, co-autor de 20 n�meros. Os desenhistas s�o escolhidos com aten��o, mas os resultados freq�entemente s�o decepcionantes se comparados com as p�ginas de Milazzo. S�o memor�veis as provas de Giorgio Trevisan e de Renzo Calegari (que continuar�o a colaborar com Berardi at� em outras s�ries), pass�veis aquelas de Giancarlo Alessandrini e Carlo Ambrosini (ambos ainda longe de sua maturidade art�stica), enquanto s�o de n�vel modesto as contribui��es de Bruno Marraffa, Giovanni Cianti, Sergio Tarquinio e Renato Polese. 1977| Aos epis�dios de Tiki, no Giornalino, alterna algumas hist�rias breves, entre as quais Un uomo onesto, com desenhos de Alessandrini, e Quasi sempre, desenhada por Milazzo, que, remanejada, constituir� o primeiro epis�dio da futura s�rie Tom's Bar. No mesmo ano, escreve os n�meros 167, 168 e 169 do Piccolo Ranger (intitulados, respectivamente, La vedova nera, Infamia! e L'ultimo atto) que saem nos meses de outubro a dezembro, com desenhos de Lina Buffolente. Em Skorpio, semanal g�meo de Lanciostory editado pela Lancio, inicia a publica��o das hist�rias breves de Welcome to Springville, cuja parte gr�fica fica aos cuidados de Milazzo e tamb�m de Calegari. 1978| Com o mesmo Calegari, projeta e realiza o calend�rio Immagini del West, que � premiado na Mostra Internazionale del manifesto e del poster pubblicitario de Lerici. 1980| Na Bonelli, na cole��o Un uomo un'avventura, sai o volume L'uomo delle Filippine, textos de Berardi e desenhos, pintados com aquarela, de Milazzo. 1982| Nasce Orient Express, revista antol�gica editada pela Isola Trovata de Luigi Bernardi e, ao menos no in�cio, completamente dedicada aos autores italianos. Berardi publica, a partir do segundo n�mero, uma s�rie de hist�rias breves, todas ilustradas por Milazzo (Una strana coppia no n.2, Dov'� Laura no n.3, Vecchio Frac no n.14, Jane, sweet Jane no n.21 e L'ultimo samurai no n.22) e retoma inclusive a s�rie Welcome to Springville, escrevendo, para os desenhos de Calegari, uns dois epis�dios publicados nos n�meros 5 e 9. Curiosa a publica��o, no n.12, da hist�ria breve colorida I fondatori, extra�da de um conto de fic��o cient�fica de Isaac Asimov: por tr�s do pseud�nimo do misterioso autor M. M. Becami se escondem, de fato, as assinaturas de Maurizio Mantero, Berardi, Calegari e Milazzo. 1982| Ainda em Oriente Express, e sempre em dupla com Milazzo, cria Marvin il detective, protagonista de uma longa aventura (Il caso di Marion Colman - 48 p�ginas) publicada em cap�tulos: o primeiro sai no n.6, o �ltimo no n.13. No pr�logo da hist�ria se v� uma deliciosa "participa��o" de Ken Parker, que faz o papel de um improv�vel vil�o do cinema mudo. 1984| Em maio de 1984 sai o �ltimo n�mero (o 59) da s�rie regular de Ken Parker. Apesar de Berardi ter anunciado, em mais de uma ocasi�o, que a saga seria encerrada com a morte do protagonista, Ken sobrevive � s�rie. O projeto dos autores � prosseguir as aventuras em revista, sem o peso de prazos editoriais fixos, como aqueles impostos pela mensalidade dos gibis bonellianos (ali�s, j� n�o respeitada nos �ltimos n�meros). No n. 20 de Oriente Express (que, nesse meio tempo, passa � propriedade do editor Bonelli), que sai no mesmo m�s, � publicada a hist�ria Cuccioli em cores e sem palavras. Quase ao mesmo tempo � inaugurada uma cole��o de brochurados (no modelo dos �lbuns franceses) que reedita as primeiras aventuras de Ken, remontadas e coloridas, alternadas � nova apresenta��o dos epis�dios de Welcome to Springville e outras hist�rias western de P. Eleuteri Serpieri. No n.23 de OE � publicado o primeiro cap�tulo da nova aventura longa de Ken Parker, Un principe per Norma, desenhada, al�m de Milazzo, tamb�m por Trevisan, que se concluir� no n.29, depois de 7 cap�tulos e 124 p�ginas no total. 1985| A crise das revistas de prest�gio come�a a fazer suas primeiras v�timas: com o n.30 OE fecha as portas e, para Ken, � hora de mais uma mudan�a. Quem o acolhe (de bra�os abertos) � o editor Rinaldo Traini, que come�a a public�-lo na sua revista, Comic Art. Em Comic Art s�o publicados os outros tr�s epis�dios mudos (La luna delle magnolie in fiore, Soleado e Pallide Ombre) que, junto a Cuccioli, constituir�o o volume Il respiro e il sogno, e outras duas longas aventuras em cap�tulos, Dove muoiono i titani e Un alito di ghiaccio. 1986| A colabora��o de Berardi se estende tamb�m a L'Eternauta, em cujas p�ginas s�o publicadas adapta��es curtas de alguns romances de Sherlock Holmes, com desenhos de Trevisan. As ambienta��es espelham com fidelidade os contos de Arthur Conan Doyle, e as fei��es de Holmes e do Doutor Watson s�o declaradamente inspiradas nos atores Basil Rathbone e Nigel Bruce, protagonistas, em dupla, das v�rias produ��es cinematogr�ficas dedicadas ao famoso detetive. 1989| Sempre para a Comic Art, Berardi retoma o personagem de Tommy Steele, protagonista da sua velha hist�ria publicada no Giornalino, inaugurando a miniss�rie Tom's Bar (que ter�, ao todo, quatro epis�dios) e cria a s�rie Giuli Bai & Co. que conta, de maneira leve e divertida, as despreocupadas aventuras de uns adolescentes da G�nova do final dos anos 50. Os primeiros tr�s epis�dios s�o publicados em Comic Art: Come quella volta del prosciutto no n.59, Un ricco paio di stivaloni no n.66 e A tutto gas no n.67. 1989| Junto com Milazzo funda a Parker Editore, e d� in�cio � reedi��o de todos os epis�dios de Ken no seu formato original. A cole��o, chamada Serie Oro, se concluir� em agosto de 1994, depois de 62 n�meros. Os �ltimos tr�s reapresentam, em p/b e formato menor, as hist�rias publicadas em cap�tulos em revistas. 1989| S�o reatados os relacionamentos com a Bonelli: tanto Berardi quanto Milazzo come�am a colaborar, separadamente, com Nick Raider. Berardi escreve argumento e roteiro do n.18, Mosaico per un delitto, publicado em novembro, com desenhos de Bruno Ramella. 1991| Na Bonelli se respira ares de renova��o, e a Berardi � confiada at� uma hist�ria do intoc�vel Tex. Os desenhos das 344 p�ginas de Oklahoma! (este � o t�tulo do roteiro) s�o confiados ao veterano Guglielmo Letteri, mas no momento da publica��o o editor resolve n�o public�-la na s�rie regular. Com isso, assim como j� havia acontecido com o Tex desenhado por Buzzelli (que havia inaugurado a cole��o fora-de-s�rie dos Texoni), surge um novo suplemento que constituir� o precedente para a futura s�rie dos Maxi Tex. 1992| Com o n�mero zero, publicado em mar�o de 1992, a Parker Editore apresenta a antol�gica Ken Parker Magazine, num formato (19,5 x 26cm) intermedi�rio entre o bonelliano e aquele cl�ssico das revistas de autor. A id�ia � propor as novas aventuras de Ken junto a artigos relativos ao argumento da hist�ria enfocada e, eventualmente, outros n�o exclusivamente ligados ao nome de Berardi e Milazzo. Nos textos, Berardi volta a se valer da colabora��o de Maurizio Mantero e da nova aquisi��o Valerio Rontini, enquanto que, nos desenhos, Milazzo re�ne � sua volta um grupo de jovens colaboradores (Giuseppe Barbati, Pasquale Frisenda, Massimo Bertolotti, Laura Zuccheri) que t�m em comum a etiqueta do Studio IM; de forma espor�dica e solit�ria, colaboram nos desenhos Trevisan e o jovem talento Goran Parlov. Na Magazine, al�m das novas aventuras de Ken e da reapresenta��o de muitos personagens de Berardi (dentre os quais o �ltimo epis�dio in�dito de Giuli Bai & Co., La spagnola sa amar cos� no n.4), tamb�m algumas velhas hist�rias do autor preferido de Berardi, Alex Toth. 1993| Entre os muitos reconhecimentos recebidos, leva o pr�mio ANAFI como melhor argumentista do ano, que consagra Berardi no olimpo dos quadrinhos italianos. 1994| Com a sa�da da edi��o dupla 19/20, a Ken Parker Magazine � adquirida pela Sergio Bonelli Editore e o personagem de Ken volta a fazer parte da escuderia que o viu nascer. A estrutura da revista n�o muda, e at� se enriquece com a contribui��o de v�rios autores e personagens da editoria milanesa. A engrandecer o time de desenhistas chegam os l�pis de Renato Polese, Giovanni Freghieri e Jos� Ortiz, enquanto que nos ap�ndices s�o publicados corposas hist�rias fora-de-s�rie de Dylan Dog, Nick Raider, Nathan Never, Martin Myst�re, Tex e Mister No. 1996| As mudan�as editoriais de Ken parecem n�o ter fim: em janeiro sai o �ltimo n�mero da Magazine. Depois de apenas tr�s meses, por�m, estr�ia a reedi��o das novas aventuras que haviam sa�do na revista, em volumes bimestrais monogr�ficos no cl�ssico formato bonelliano, que prosseguem a ordem da finada s�rie Oro. A cole��o � denominada Ken Parker Collezione, que � ladeada por alguns especiais, com periodicidade semestral, trazendo novas aventuras in�ditas: o primeiro sai em julho do mesmo ano. 1998| Em janeiro sai o �ltimo especial de Ken, Faccia di Rame, que, por enquanto, parece ter conclu�do de maneira definitiva a odiss�ia do personagem, deixando-o suspenso no limbo de uma pris�o injusta e obrigando os leitores a se fazer perguntas que ficar�o sem resposta. J� h� alguns anos Berardi est� completamente absorvido pelo seu novo personagem, Julia, cujo primeiro n�mero sai em outubro do mesmo ano e que marca a interrup��o do hist�rico relacionamento com o amigo Milazzo. A caracteriza��o dos personagens � confiada ao talentoso Luca Vannini, tamb�m autor do primeiro n�mero, enquanto que os onze epis�dios seguintes ser�o desenhados, na ordem, por Corrado Roi, Gustavo Trigo, Piero Dall'Agnol, Laura Zuccheri, Marco Soldi, Luigi Siniscalchi, Giorgio Trevisan, Giancarlo Caracuzzo, Valerio Piccioni, Sergio Toppi e Federico Antinori. Na ocasi�o, em seus raros momentos de relax, Berardi tamb�m voltou a tocar sua velha guitarra el�trica.
"Quando Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo me propuseram seu Ken, um loiro personagem de faroeste, inspirado, nas fei��es, em Robert Redford, imediatamente me dei conta de seu talento. E, apesar de n�o ser f�cil, fa�o o poss�vel para evitar de lhes impor os cl�ssicos m�dulos expressivos bonellianos que fazem o grande sucesso, justo naqueles anos, de outras publica��es por mim editadas. Ken Parker � um gibi cuja poesia freq�entemente se sobrep�e � a��o, os di�logos t�m mais import�ncia que os tiros e os sopapos, e a montagem e estilo narrativo continuamente experimentam novas id�ias e solu��es." Sergio Bonelli "As boas hist�rias, para mim, s�o aquelas com bons personagens. Nesta sua frase (quase um aforismo), extra�da de uma velha entrevista, Giancarlo Berardi desvenda o esp�rito de toda a produ��o com sua assinatura nos �ltimos vinte e cinco anos. Antes das hist�rias, v�m os personagens. E se estes s�o bons, tamb�m s�o boas as hist�rias. Quase um silogismo aristitot�lico. Um ipse dixit.". Moreno Burattini "Conheci os queridos amigos Berardi e Milazzo num dia muito distante quando, no in�cio de sua carreira, vieram me encontrar em meu est�dio e, desde ent�o, confirmei que eram donos da mat�ria, tanto literariamente quanto graficamente. Muito tempo passou desde aquele dia e tanto Ivo quanto Giancarlo deram passos de gigante, queimando todas as etapas e afirmando-se com um estilo todo pessoal entre os maiores autores dos quadrinhos e da ilustra��o." Aurelio Galleppini
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